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Crise humanitária no Paquistão

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Crise humanitária no Paquistão

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A ajuda humanitária aos paquistaneses é escassa e a distribuição extremamente deificiente.

As Nações Unidas, depois da reunião extraordinária da Assembleia Geral, voltaram a apelar à comunidade internacional, para que seja rápida a entregar os mais de 200 mil milhões de dólares que ainda faltam.

Enquanto isto, no terreno, com as dificuldades de acessos, a ajuda é distribuída de helicopteros que não conseguem aterrar.

As pessoas correm atrás de qualquer coisa para comer. É a luta pela sobrevivência e a água ainda não dá tréguas.

São 20 milhões de afectados e, quase metade deles, estão em condições de extrema carência, sem alojamento, comida, água, ou cuidados médicos.

Aqui, como diz uma das vítimas, um pacote de leite pode valer muito mais que um par de sapatos:

“Eu só consegui um pacote de leite que vale aí umas 10 rupias. Mas para lá chegar, perdi os sapatos que valiam, pelo menos, 120 rupias”.

A distribuição, que segundo cálculos das agências humanitárias, custa três vezes mais que a própria ajuda, está aqui extremamente dificultada.

Não consegue chegar a quem mais precisa, porque as estradas estão cortadas e a água das inundações ainda não escuou.

Os sintomas de epidemis avolumam-se e a preocupação das equipas médicas é alarmante.