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ONU precisa de mais ajuda para o Paquistão

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ONU precisa de mais ajuda para o Paquistão

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Quinhentos milhões de dólares é o montante recebido pela ONU para ajudar os paquistaneses vítimas das inundações. Mas as Nações Unidas garantem que não chega para fazer face às necessidades.

O número de pessoas a precisar urgentemente de ajuda passou, em poucos dias, de seis a oito milhões e o número de desalojados é agora de seis milhões. Mas no total, há 20 milhões de pessoas afectadas. A ONU fala de uma verdadeira corrida contra o tempo.

Nas últimas 24 horas, as autoridades evacuaram mais 150 mil pessoas na província Sindh. A chuva continua a cair e ameaça mais aldeias.

Num campo de deslocados, uma mulher de 32 anos deu à luz sem qualquer tipo de assistência e conta: “Mudaram-me para aqui quando começou o parto. O meu bebé nasceu aqui. Sem médico nem parteira. Graças a Deus, dei à luz esta menina e graças a Deus está bem”.

A catástrofe ameaça ser ainda maior. Aumentam os riscos de epidemias de cólera, febre tifóide e hepatite. Receios reiterados pelos médicos de um hospital do Sul do país. A estrutura trata gratuitamente mulheres e crianças, algumas recém-nascidas.

Uma mulher queixa-se: “Conseguimos fugir das cheias, mas não recebemos nem comida nem água. Os nossos filhos ficaram doentes. Não recebemos nada. Fugimos sem nada. Agora os nossos filhos têm vómitos e diarreia”

Para fazer face à catástrofe, o Paquistão procura a ajuda do FMI, pedindo a alteração das condições do empréstimo de dez mil milhões de euros feito há dois anos.