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A batalha da ajuda humanitária no Paquistão

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A batalha da ajuda humanitária no Paquistão

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As cheias que afectam o Paquistão poderão transformar a ajuda humanitária internacional num prolongamento da guerra contra o terrorismo na região.

Face à ineficácia da resposta do governo, as organizações islamitas ganham terreno na ajuda à população sinistrada, quando os desalojados superam os 4 milhões.

“Antes das cheias já éramos pobres, mas agora ficamos sem nada”.

“Por vezes alguma alma caridosa dá-nos algo de comer, mas a maioria das vezes vamos para cama de barriga vazia”.

A ONU alertou hoje para a escassez de alimentos e medicamentos no país.

As águas submergiram mais de um milhão de hectares de terrenos agrícolas, devastando as colheitas de arroz, cana de açúcar e algodão.

Uma situação explosiva para o governo criticado já pela falta de progressos na segurança, combate à pobreza e criação de infraestruturas de serviços básicos.

Nas margens do rio Indus, os habitantes da aldeia de Kot Taga, foram os últimos a sofrer os efeitos das inundações.

“Até agora ninguém apareceu por aqui para ajudar-nos. Pensa que estaríamos nesta situação se tivessemos qualquer tipo de ajuda? Só Deus é que pode vir em nosso auxílio”.

A NATO disponibilizou hoje os seus meios aéreos para transportar a ajuda humanitária internacional para o país.

Um gesto simbólico numa nova batalha para evitar a desestabilização do aliado norte-americano na região.

O FMI poderá decidir hoje em Washington o adiamento do reembolso do empréstimo de 10 mil milhões de euros ao país.