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Críticas à "política de segurança" de Sarkozy sobem de tom

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Críticas à "política de segurança" de Sarkozy sobem de tom

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No seio da Igreja Católica cresce a revolta contra o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Vários párocos juntaram-se ao coro de críticas por causa do programa de repatriamento de pessoas de etnia cigana, iniciado na semana passada.

Em Lille, no norte de França, um padre devolveu mesmo a medalha de mérito com que foi congratulado, para mostrar indignação, e disse que reza para que o presidente Sarkozy tenha “um ataque cardíaco”.

Figura polémica, Bento XVI não comentou directamente o assunto, mas perante peregrinos franceses o Papa apelou ao acolhimento de homens de todas as origens.

“As escrituras dizem-nos que todos os homens são chamados à salvação. São também um convite à capacidade de acolher a diversidade humana, como Jesus, que juntou pessoas de todas as nações e línguas”, disse Bento XVI, a partir da sua residência de verão de Castel Gandolfo.

Mais do que uma crítica, Eric Besson, o ministro francês da imigração, vê nas palavras de Bento XVI um apelo à fraternidade universal.

Já o ministro francês do Interior rejeitou as críticas da Igreja no âmbito do reforço da política de segurança do presidente Nicolas Sarkozy.

Brice Hortefeux diz-se pronto a reunir com o presidente da Conferência Episcopal de França, André XXIII, e com quem quiser acompanhá-lo, para dar explicações.

Nicolas Sarkozy anunciou no final de Julho que os acampamentos ilegais de ciganos iriam ser desmantelados e que criminosos de origem estrangeira iriam perder a nacionalidade francesa.

Estas medidas começaram a ser postas em prática quinta e sexta-feira passadas com a expulsão de cerca de 200 ciganos romenos e búlgaros.