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Chile: "pombas" vão garantir sobrevivência de mineiros soterrados

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Chile: "pombas" vão garantir sobrevivência de mineiros soterrados

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Dezoito dias a quase 700 metros de profundidade, interrompidos ontem por um primeiro contacto com o exterior.

Os 33 mineiros chilenos aprisionados no interior de uma galeria subterrânea puderam contar pela primeira vez como sobreviveram à derrocada de uma galeria da mina San José em Copiapo.

Duas colheres de atum e meio copo de leite a cada 48 horas permitiram que se mantivessem em vida, apesar de cada um deles ter perdido cerca de oito quilos de peso.

As autoridades chilenas iniciaram ontem as operações de resgate que deverão durar cerca de três meses.

Até lá serão as chamadas “pombas”, tubos de pvc com um bico de madeira e três compartimentos, que irão fornecer alimentos aos mineiros.

Cada uma demora cerca de meia-hora a chegar ao local onde se encontram refugiados os trabalhadores.

Sob os aplausos dos familiares, uma perfuradora gigante iniciou hoje as obras para escavar três túneis, para permitir a comunicação e posteriormente a extração dos mineiros.

Paralelamente o governo criou uma comissão de inquérito para apurar as causas do desabamento. O novo presidente do Chile Sebastian Pineira, prometeu ontem sanções contra a companhia que explora a mina.

A empresa San Esteban é acusada de não ter advertido as autoridades imediatamente após o incidente, de não respeitar as regras de segurança e de não pagar o seguro dos mineiros.

Os investigadores vão também apurar como é que a mina onde se registaram mais de 80 incidentes, um dos quais mortal, foi reaberta em 2008, sem contar com uma saída de emergência.