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Vítimas de sequestro em Manila criticam actuação da polícia

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Vítimas de sequestro em Manila criticam actuação da polícia

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Mal refeitos da tragédia desta segunda-feira, os reféns que sobreviveram ao sequestro de um autocarro, em Manila, falaram pela primeira vez.

Depois de mais de dez horas com a vida suspensa, as vítimas, ainda hospitalizadas, criticam as negociações entre a polícia e o raptor.

Wang Zhu Yao, uma adolescente que sobreviveu ao sequestro, diz que ao suspense no interior do autocarro juntou-se uma polícia precipitada nas investidas ao raptor: “Houve muitos tiros. A polícia libertou gás lacrimogéneo e muitas pessoas não conseguiam respirar”.

O pai do sequestrador pede ao presidente filipino para encobrir as circunstâncias que levaram Rolando Mendoza a tomar de assalto o autocarro de passageiros e lembra que esta atitude foi fruto da injustiça no seio da polícia filipina.

“Pedimos ajuda, principalmente do presidente. Espero que as pessoas compreendam o que levou o meu filho a cometer tal acto – foi por causa da demissão da Polícia das Filipinas, nunca ninguém o quis ouvir”, apelou Leonardo Mendoza.

Com 55 anos, Rolando Mendoza, um antigo inspector da polícia, tinha sido afastado há dois anos da polícia filipina ao ser implicado num caso de roubo, extorsão e droga.

O homem exigia ser ilibado das acusações e readmitido na polícia, já que faltava um ano para se reformar.

A tentativa de fazer justiça pelas próprias mãos custou a vida a dez pessoas, de acordo com as últimas informações, incluindo a do próprio raptor.