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Greve da função pública promete prolongar-se na África do Sul

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Greve da função pública promete prolongar-se na África do Sul

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Uma semana depois do início da greve da função pública na África do Sul, a central sindical COSATU ameaça romper a aliança de longa data com o ANC, o partido no poder, do presidente Jacob Zuma.

A confederação, que diz reunir cerca de dois milhões de filiados, apelou ao sector privado e aos restantes sindicatos para se unirem na luta para forçar o Governo a aceitar as exigências sobre o aumento salarial e do subsídio de habitação.

Os sindicatos exigem um aumento salarial de 8,6 por cento, contra os sete por cento propostos pelo Governo. Pedem também uma valorização no subsídio de habitação para mil rands, cerca de 108 euros, mas o governo recusa a ir além dos 700 rands, perto dos 75 euros.

Até que as suas exigências sejam satisfeitas, a COSATU ameaçou “paralisar totalmente o país e a economia”.

Enquanto não são ultrapassados os diferendos, em todo o país a maioria dos hospitais e escolas públicas continuam encerradas ou a funcionar a meio gás, enquanto políticos e sindicalistas trocam acusações sobre as consequências da greve.

Em muitos hospitais os pacientes estão entregues aos cuidados de voluntários, membros do público, com e sem qualificações na área da saúde, enquanto em 42 estabelecimentos estão destacados médicos e enfermeiros militares que atendem aos casos mais graves.

Em milhares de escolas os alunos estão sem aulas há uma semana, o que levou os executivos de três das nove províncias sul-africanas a adiar “sine-die” a realização dos exames do 12º ano, que se deveriam iniciar dentro de 65 dias a nível nacional.

A greve, considerada a mais grave desde a abolição do apartheid em 1994, tem estado a criar um mal-estar nas relações entre o presidente Jacob Zuma e os seus aliados.