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Rússia paga caro pela maior seca dos últimos 50 anos

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Rússia paga caro pela maior seca dos últimos 50 anos

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O preço dos alimentos disparou na Rússia, atingida pela maior seca dos últimos 50 anos que destruiu inúmeras colheitas.

Os receios de uma inflação galopante obrigaram as autoridades a multiplicar o controlo. O certo é que o preço dos grãos disparou em Julho e não se vislumbra que voltem a corrigir tão cedo.

Só o trigo valorizou mais de 37 por cento, o aumento mensal mais elevado desde 1973.

O mesmo aconteceu com o açúcar, a soja, o milho e o arroz.

No leste do país, onde se recorre à importação de cereais, o preço do trigo sarraceno, considerado a base da cozinha russa, disparou cerca de 8,6 por cento. Os revendedores justificam-se: “Se os produtos são mais caros, é porque os grossistas os vendem mais caro”.

Os vendedores grossistas também se demitem de responsabilidades e acusam os produtores de cereais: “Dispararam os preços com o argumento da seca e de perdas nas colheitas”.

Aumentam os preços, mas os salários continuam os mesmos, o que obriga muitas pessoas a apertar o cinto para enfrentar as dificuldades.

Face à crise provocada pela onda de calor e também pelos incêndios florestais, o primeiro-ministro russo decidiu banir a exportação de grãos até o final deste ano.

O vice-ministro russo da Economia garantiu que a seca vai custar cerca de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto.