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Banqueiro alemão incendeia debate sobre imigração

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Banqueiro alemão incendeia debate sobre imigração

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Thilo Sarrazin incendiou o debate sobre a imigração na Alemanha e há cada vez mais vozes que o acusam de racismo e pedem a sua demissão.

Sarrazin, 65 anos actual membro do Banco Central alemão, publica segunda-feira um livro, mas os excertos foram já duramente criticados. Em “A Alemanha corre para a perda”, Sarrazin diz que o país está ameaçado pelos imigrantes, que são menos inteligentes, vivem às custas do Estado e ameaçam tornar-se maioritários com uma elevada taxa de natalidade.

O Partido “Os Verdes”, por intermédio da líder Renate Künast, defende que Sarrazin “danifica a imagem do Bundesbank”, “incita ao ódio” e que “a chanceler e o governo devem tirar as consequências”, numa referência ao afastamento do cargo no Banco Central alemão.

Angela Merkel considera as declarações difamatórias.

Mas esta não é a primeira vez que Thilo Sarrazin as faz. No Outono passado, disse numa entrevista que os imigrantes, sobretudo muçulmanos, “estavam a absorver o Estado” alemão, mostrando-se “incapazes de se integrar”.

Na altura evitou a expulsão do SPD, mas desta vez o líder do partido disse que deve abandonar a formação. No Bundesbank, o caso é mais complexo.