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Reacção diplomática ao massacre de emigrantes

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Reacção diplomática ao massacre de emigrantes

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As autoridades mexicanas continuam as investigações sobre o massacre de 72 emigrantes clandestinos num rancho perto da fronteira com os Estados Unidos.

Uma delegação, composta por diplomatas do Brasil, Equador, El Salvador e Honduras, deslocou-se à cidade de S. Fernando, onde se situa o rancho, para tentar identificar os cadáveres de 58 homens e 14 mulheres, que vinham de vários países da América Central e do Sul e pretendiam entrar ilegalmente nos Estados Unidos.

A vice-presidente das Honduras, Maria Antonieta de Bogran, fez um apelo à polícia mexicana: “Pedimos às autoridades mexicanas que façam o máximo possível para acabar com os abusos, extorsões e violações que os emigrantes dos países da América Central sofrem durante o trajecto para os Estados Unidos”.

O Brasil já confirmou que quatro das vítimas são cidadãos brasileiros.

A polícia atribui o crime a “Los Zetas”, um dos cartéis da droga mais poderosos daquela instável região fronteiriça.

No ano passado, quase 10 mil clandestinos teriam sido sequestrados na região para trabalharem para os diferentes “gangs” ou para serem trocados por resgates exigidos às suas famílias.

A descoberta dos emigrantes assassinados foi possível graças à denúncia de um clandestino que escapou ao massacre: um equatoriano alvejado na cabeça que se encontra hospitalizado.