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Nações Unidas repreendem França

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Nações Unidas repreendem França

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A França defende-se das críticas lançadas pela Organização das Nações Unidas, que repreendeu a “política de segurança” decretada pelo presidente Nicolas Sarkozy.

Desde o início do ano, já foram expulsas mais de oito mil pessoas de etnia cigana.

Um relatório do Comité para a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas mostra preocupação com os discursos racistas dos políticos franceses: “Percebemos que um estado tenha o direito e a autoridade para lidar com as questões de segurança e de imigração ilegal, mas a nossa opinião é que quando se faz isso, não deve ser de forma colectiva, dirigido a um grupo como um todo”, diz Pierre-Richard Prosper, vice-presidente do Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial.

Bernard Kouchner, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, defende-se das críticas: “Aceitamos a crítica, tal como os aplausos. E há algumas felicitações nesta matéria, apesar de se manterem em silêncio. Não aceitamos a caricatura. Não aceitamos amálgamas. Nunca um Presidente da República estigmatizou uma minoria em função da origem”.

A ONU defende que “é necessária uma solução europeia” para este problema. Paris fala de partidas voluntárias, valorizadas com uma compensação de trezentos euros por adulto, mais cem euros por criança.

O polémico programa de repatriamento provocou uma chuva de críticas da União Europeia, Igreja Católica e organizações humanitárias.