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A amizade cada vez mais controversa de Berlusconi e Kadhafi

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A amizade cada vez mais controversa de Berlusconi e Kadhafi

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A visita do líder líbio a Itália suscita uma vez mais a polémica entre os defensores dos direitos humanos e nas próprias fileiras do governo.

Moamar Kadhafi chegou ontem a Roma para uma visita de dois dias para assinalar o segundo aniversário do tratado de amizade entre os dois países.

Um acordo que prevê a controversa colaboração líbia no repatriamento de imigrantes ilegais e o reforço da cooperação económica, criticado pela direita populista da Liga Norte, no governo.

Mas a reunião convocada ontem por Kadhafi em Roma arrisca-se a inflamar ainda mais os ânimos.

Michela, uma das 200 manequins convidadas para o encontro pelo líder líbio afirma que, “Kadhafi ofereceu a todas uma cópia do Corão e que três raparigas converteram-se à religião muçulmana”.

A palestra sobre o papel da mulher no Islão é a segunda realizada por Kadhafi em Itália.

Um gesto que está longe de ser uma excentricidade para a ala mais populista e xenófoba do governo, que se opõe à compra por parte da Líbia de 6% das acções do Unicredit, um dos maiores grupos bancários do país.