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O balanço da guerra no Iraque

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O balanço da guerra no Iraque

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“Todas as décadas de fraudes e crueldade chegaram agora ao fim. Saddam Hussein e os seus filhos devem deixar o Iraque dentro de 48 horas. A sua recusa vai resultar num conflito militar na altura que escolhermos”, ameaçou o então presidente norte-americano, George W. Bush.

Três dias após a declaração de Bush, começava a operação “Choque e Terror”. Uma operação para derrubar o regime de Saddam e descobrir as alegadas armas de destruição maciça.

Mais de cem mil soldados e marines norte-americanos e britânicos invadiram o Iraque a partir do Kuwait. Outras centenas de milhares viriam a reforçar as tropas internacionais lideradas pelos Estados Unidos.

A coligação chegou a ser composta por 330 mil elementos, 250 mil americanos. Em 2009, o contingente norte-americano passou a ter apenas 141 mil soldados. Menos de 50 mil vão ficar no Iraque até ao final de 2011, mas apenas para treinarem as forças iraquianas.

Que balanço fazer da operação liderada pelos Estados Unidos?

As armas de destruição maciça que justificaram a invasão do Iraque jamais foram encontradas.

Há sete anos e meio, os iraquianos viviam numa ditadura. Hoje, os partidos não chegam a acordo para a formação de um Governo.

A violência assola o país, com enormes perdas humanas. Quase cinco mil soldados da coligação, na maioria americanos, perderam a vida no Iraque. 32 mil ficaram feridos. Cem mil civis iraquianos foram mortos em atentados ou confrontos desde 2003.

Mortes difíceis de compreender nos Estados Unidos e na Europa. A maioria dos americanos não compreende a guerra no Iraque e a presença das tropas norte-americanas no país.

A imagem da América no mundo foi afectada pelo conflito.

A alegria dos soldados que regressam a casa contrasta com o receio de muitos iraquianos acerca da segurança na região após a retirada das tropas norte-americanas.