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Paquistaneses começam a regressar a casa

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Paquistaneses começam a regressar a casa

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Bastou que o nível das águas baixasse um pouco e milhares de paquistaneses iniciaram o regresso às suas terras.

Nalguns casos, com muitos riscos e sempre com a água pelo caminho.

Sabem que vão encontrar pouco, daquilo que deixaram. A água levou tudo. Mas mesmo assim, preferem o regresso.

Duas cidades da província de Sind, no sul, foram ameaçadas, nas últimas horas, pela ondulação das águas.

Isto, apesar de nesta região o nível das águas ter descido.

Antes das inundações, estas cidades tinham 400 mil habitantes.

A maioria permanece nos campos de deslocados, à espera de ajuda. Chegaram entretanto, os insectos, estimulados pelo clima pantanoso. E são transmissores de doenças.

A esperança também parece ferida de morte:

“As minhas esperanças acabaram. O que vou fazer para sobreviver? É só nisso que eu penso. Nem campos, nem colheitas. Acabou tudo. Penso que Allah salvou as nossas vidas. Ele ajudou-nos. Não tenho imaginação para nada, porque todas as coisas foram arrastadas pela água. Allah tem agora de nos arranjar um trabalho”.

Implora-se a ajuda divida, quando falta a ajuda dos homens que vai chegando, mas em quantidades insuficientes. Conseguir alguma coisa para comer é uma aventura.

Os acampamentos mudaram a paisagem do Paquistão e a esperança dos seus 140 milhões habitantes.