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Zapatero quer explicações de Rabat por violência sobre activistas

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Zapatero quer explicações de Rabat por violência sobre activistas

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O governo espanhol pede explicações às autoridades marroquinas depois da detenção de 11 activistas durante uma manifestação no Saara Ocidental.
 
Os 14 elementos da organização «SaharAcciones», onze dos quais sofreram agressões durante o protesto chegaram esta manhã a Las Palmas, na ilha espanhola da Grande Canária.
 
 O grupo foi recebido à chegada por alguns simpatizantes com bandeiras da Frente Polisário, o movimento que defende a independência da antiga colónia espanhola. A activista Carmen Roger mostrou as lesões provocadas  pelos agentes da polícia marroquina que reprimiram a manifestação.  
“No momento em que peguei na bandeira do Saara eles atiraram-se a nós, dezenas de homens vestidos à civil, bateram-nos, empurraram-nos e deram-nos murros, as marcas que tenho na cara foram feitas por policias à paisana”.
 
O chefe do governo diz-se preocupado mas mostra que não pretende exacerbar a situação. José Luis Rodrigues Zapatero quer antes de tudo preservar o principio da sua política externa, manter boas relações com um país vizinho como Marrocos”.
 
Os activistas são todos membros da Associação Canária de Amigos do Povo Sarauí e viajaram até El Aaiún, no Sara Ocidental, onde saíram à rua numa manifestação a favor da independência do território sobre o qual Marrocos reclama autoridade.

Antiga colónia espanhola, o Saara Ocidental foi anexado em 1975 por Marrocos. Rabat recusa a independência pretendida pela Frente Polisário, movimento independentista apoiado pela Argélia, propondo em alternativa uma ampla autonomia para o território.