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Declarações incendiárias sobre imigrantes geram polémica na Alemanha

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Declarações incendiárias sobre imigrantes geram polémica na Alemanha

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Thilo Sarrazin tem a cabeça a prémio depois de ter efectuado, uma vez mais, declarações incendiárias sobre a imigração.

No livro “A Alemanha em queda”, o ex-ministro das Finanças traça um cenário apocalíptico de islamização do país.

Sarrazin defende que os imigrantes muçulmanos são menos inteligentes e vivem às custas do Estado.

“A maior parte dos problemas económicos e culturais à volta da integração está concentrada num grupo de cinco a seis milhões de imigrantes dos países muçulmanos. Os problemas económicos e culturais da integração dos imigrantes oriundos de países islâmicos têm um impacto global negativo nos níveis económicos e sociais dos países europeus que os recebem”, afirmou Sarrazin.

Dos 7,5 milhões de estrangeiros que vivem, legalmente, na Alemanha, três milhões são de origem turca e 280 mil árabes.

Sarrazin nega que os imigrantes turcos e marroquinos tenham contribuído para o bem-estar da Alemanha, ao contrário de portugueses, espanhóis e italianos.

“Os problemas da imigração são bem conhecidos. Há anos que os debatemos. O senhor Sarrazin não apresenta soluções. Apenas estigmatiza e difama”, foi a resposta do líder da comunidade turca na Alemanha, Kenan Kolat.

Numa entrevista a propósito do lançamento do livro, Thilo Sarrazin disse ainda que “os judeus partilham um gene particular, tal como os bascos, que difere dos outros”.

“Num certo sentido, Sarrazin é um populista que apela aos instintos mais baixos da população e é isso que o torna perigoso. Creio que na nossa história já temos experiência suficiente para saber que potencial explosivo encerra esse homem”, contra-atacou o presidente do Conselho Geral Muçulmano, Axel Köhler.

Esta não foi a primeira vez que Thilo Sarrazin proferiu afirmações polémicas sobre a imigração, mas agora arrisca-se a ser expulso do Partido Social Democrata e a ser afastado do Conselho Executivo do Banco Central Alemão.

Em 2009, Sarrazin disse que 20% da população de Berlim era economicamente dispensável