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Dia D da retirada norte-americana do Iraque

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Dia D da retirada norte-americana do Iraque

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O discurso de Barack Obama, sobre a retirada dos militares norte-americanos do Iraque, não será de triunfalismo, estimam os analistas.

O presidente norte-americano vai discursar, a partir da Sala Oval. A mensagem será ouvida em todo o mundo. E se muitos americanos estão mais preocupados com a crise económica e o desemprego, outros inquietam-se com o futuro militar do país: é que a retirada do Iraque pode significar um reforço das forças no Afeganistão.

Para os iraquianos, por seu lado, esta retirada é vista, em parte, com apreensão. “Pergunto-me se as tropas iraquianas têm capacidade para assumir a segurança”, confia um iraquiano, que continua: “O armamento do exército e da força aérea do Iraque está incompleto. As nossas tropas continuam a usar armas ligeiras como Kalashnikov, e as armas pesadas que têm são inadequadas.” Uma senhora é mais categórica: “Não concordo com a retirada das tropas norte-americanas neste momento. O Iraque ainda precisa das forças norte-americanas porque a situação, em termos de segurança, continua instável.”

Apenas 50 mil soldados norte-americanos vão permanecer no Iraque – até Dezembro de 2011. São os responsáveis pela operação “Novo Amanhecer”, que visa formar as forças iraquianas em questões como a segurança e a protecção dos civis, assim como a luta contra o terrorismo.

O regresso a casa dos soldados norte-americanos