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Atentado ensombra conversações de paz israelo-palestinianas

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Atentado ensombra conversações de paz israelo-palestinianas

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Condenado pela comunidade internacional, o ataque da noite passada na Cisjordânia é visto como uma tentativa para sabotar o relançamento das negociações de paz israelo-palestinianas, a decorrer em Washington.

As brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram o atentado, que matou quatro israelitas, residentes no colonato de Kyriat Arba, próximo da cidade de Hebron.

O primeiro-ministro israelita, que já se encontra nos Estados Unidos, disse que não vai deixar que “o terror decida onde é que os israelitas podem viver”.

O certo é que o ataque ameaça piorar o entendimento em torno da questão decisiva dos colonatos judeus. O presidente da Autoridade Palestiniana quer que Israel suspenda definitivamente todas as novas construções na Cisjordânia.

Por outro lado, Israel considera que os colonatos são essenciais para a segurança do estado.

Num comunicado, o Hamas, que se opõe ao restabelecimento das negociações mediadas pelos Estados Unidos, anunciou que vai prosseguir os ataques contra o que chama de “crimes de ocupação” e também para “provar falhas de segurança e de coordenação entre israelitas e palestinianos”.

Entretanto, na Cisjordânia, as forças de segurança detiveram dezenas de activistas do Hamas, que comemoraram o sucesso do ataque da noite passada.

As negociações de paz ficaram suspensas em Dezembro de 2008 após um ataque do Exército israelita na Faixa de Gaza, no qual morreram mais de 1400 palestinianos e 13 israelitas.