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Autobiografia: Blair bebeu demais por causa de Brown

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Autobiografia: Blair bebeu demais por causa de Brown

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Tony Blair defende a guerra e ataca Gordon Brown. Estas são as duas grandes linhas da autobiografia do antigo chefe do governo britânico, publicada esta quarta-feira.

“A Journey” é uma “Viagem” de 718 páginas pela década que Blair passou no poder. E a oportunidade para justificar a Guerra no Iraque, algo que os pacifistas têm dificuldade em aceitar. “Está claro que Blair não está nada arrependido, justifica tudo o que fez e fala mesmo de futuras guerras com o Irão. Tudo isto prova que é um verdadeiro amador de guerras”, diz Lindsey German, da associação “Stop The War”.

Tony Blair justifica que, à luz do que se sabia, não havia alternativas: era preciso derrubar Saddam Hussein. E, lamentando os mortos no conflito, confessa que nunca imaginou que a Guerra no Iraque se tornasse no pesadelo em que se tornou.

Sem pudor, o antigo primeiro-ministro acusa Gordon Brown de ter levado os trabalhistas à derrota. E enquanto tece elogios ao “brilhantismo” do antigo ministro das Finanças não se coíbe de o acusar de ausência de “inteligência emocional”.

Até aqui, nada de novo. Mas o antigo ocupante do número 10 da Downing Street acusa ainda Gordon Brown de ser o responsável por alguns dos seus excessos alcoólicos. Blair confessa que, numa dada altura, bebia demais, por causa do ‘stress’ que Brown lhe causava.