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Obama "vira a página" do Iraque para se concentrar na economia dos EUA

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Obama "vira a página" do Iraque para se concentrar na economia dos EUA

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Foi sem falar de vitória e evitando a palavra derrota que Barack Obama anunciou, esta noite, o fim das operações de combate no Iraque.

“A operação ‘liberdade iraquiana’ terminou e o povo iraquiano é agora responsável pela segurança do país”.

Num discurso televisivo, transmitido em directo da sala oval da Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou querer “virar a página” de sete anos e meio de conflito para concentrar-se numa nova “missão”, a recuperação da economia do país.

Depois da retirada de 100 mil soldados norte-americanos nos últimos meses, 50 mil deverão permanecer no território até ao final do próximo ano, oficialmente, para dar formação ao exército iraquiano.

Falando de uma “missão cumprida” no Iraque, mas sem deixar de sublinhar as suas divergências com George Bush, Obama referiu ainda a importância de continuar a combater a Al-Qaida no Afeganistão.

“Em Agosto do próximo ano vamos iniciar a transição da segurança no Afeganistão para o exército e polícia nacionais. A redução do número dos nossos militares no território vai depender das condições no terreno, mas o apoio ao Afeganistão vai perdurar. Mas, que ninguém tenha dúvidas, a transição vai ser iniciada, porque esta guerra sem fim à vista não serve nem os nossos interesses nem os do povo afegão”.

A decisão de pôr fim às operações de combate no Iraque – uma promessa de campanha de Obama – é anunciada num momento em que 72% dos americanos contestam os custos elevados da operação: 4400 soldados mortos e mais de um milhão de biliões de dólares de despesas.