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Autoridade Palestiniana vai seguir objectivo de se tornar um Estado independente

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Autoridade Palestiniana vai seguir objectivo de se tornar um Estado independente

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Aconteça o que acontecer, a Autoridade Palestiniana diz-se pronta para se tornar independente e governar-se a si própria.

Poucas horas depois do fim das negociações entre o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, em Washington
Ghassan el-Khatib, director do centro de comunicações do governo palestiniano na Cisjordânia, falou com a Euronews.

Apesar de optimista, não esconde que se as negociações fracassarem os palestinianos seguirão o seu caminho.

Jalel Askri, Euronews: Sr. Ghassan el-Khatib, bem-vindo à Euronews. Há um contraste flagrante entre as posições do presidente Abbas e as do primeiro-ministro Netanyahu. Abbas fala de legitimidade internacional como base para as negociações; Netanyahu evoca concessões dolorosas de ambas as partes. Como é que se pode conciliar estas posições?

Ghassan el-Khatib, porta-voz da Autoridade Palestiniana: Podemos conciliar as posições de três maneiras: atribuir um papel activo à comunidade internacional representada pelos Estados Unidos ou pelo quarteto.

A segunda maneira é encorajar as duas partes para as ajudar a avançar. Por exemplo, Israel tem problemas de segurança. A comunidade internacional pode ajudar através de uma protecção internacional com o envio de forças militares, isto pode limitar os receios israelitas.

A terceira é a comunidade internacional obrigar as duas partes a confiarem uma na outra através de pressões para acabar com a colonização.

Jalel Askri: Não há consenso entre as diferentes facções palestinianas sobre estas negociações. A situação é idêntica do lado israelita. Estas negociações estão mortas à nascença?

Ghassan el-Khatib: Normalmente não há posição oficial em qualquer sítio no mundo que permita chegar a um consenso. Mas se estas negociações avançarem, isso vai permitir-nos reforçar a posição das partes oficiais envolvidas no processo de negociação.

Jalel Askri: Acredita que dentro de um ano as duas partes terão chegado a acordo como espera a administração norte-americana?

Ghassan el-Khatib: É possível, mas para tal é preciso que as intenções sejam boas, que as posições durante as negociações e o comportamento no terreno sejam encorajadores e que a comunidade internacional tenha um papel positivo.

Jalel Askri: Existem outras alternativas, se as negociações fracassarem?

Ghassan el-Khatib: Sim, há outras possibilidades caso as negociações não sejam bem-sucedidas, apesar de nós, palestinianos, darmos prioridade à realização dos nossos objectivos e dos objectivos da comunidade internacional representados na solução de dois Estados. Até ao ano que vem nós vamos estar prontos para a independência e para nos governarmos a nós próprios.