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Hungria: Extrema-direita húngara quer criar campos de segurança para ciganos

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Hungria: Extrema-direita húngara quer criar campos de segurança para ciganos

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Golpe mediático ou convicção política? O partido de extrema-direita húngaro Jobbik quer fechar em campos de segurança os ciganos considerados perigosos.

Alheio ou talvez não às críticas suscitadas pela expulsão de pessoas de etnia cigana em França, um candidato do partido xenófobo às eleições municipais de dia 03 de Outubro explicou em conferência de imprensa que “a criação de campos de protecção pública ajudariam a resolver os problemas relativos à falta de estabelecimentos prisionais e falta de espaço nas prisões. Permitam-me sublinhar que todos os países com deputados no Partido Popular Europeu já aplicaram medidas como esta, como Nicolas Sarkozy, em França, Berlusconi, em Itália, ou ainda na Finlândia.”

Depois de ter conquistado os primeiros assentos parlamentares em Abril, o Jobbik tenta agora controlar os municípios do noroeste da Hungria, onde vive a maioria das 700 mil pessoas da comunidade cigana do país.

Attila Mesterhazy, líder do Partido Socialista, na oposição, considera as declarações do Jobbik “escandalosas e completamente inaceitáveis. E o pior é que o governo do Fidesz não se distanciou das posições xenófobas do Jobbik. Gostaria de pedir ao governo que se demarque deste tipo de declaração e ideologia.”

O líder do partido de extrema-direita defende que as tentativas de integração da comunidade cigana fracassaram e que a segregação é a melhor maneira de lidar com o problema.