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Um novo despertar israelo-palestiniano

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Um novo despertar israelo-palestiniano

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Foi um aperto de mão histórico. Marca o início de um ciclo de negociações quinzenais, acordadas entre Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas.

Após quase dois anos de silêncio, o primeiro-ministro israelita e o presidente da Autoridade Palestiniana retomaram as conversações directas, sob a égide dos Estados Unidos. “É uma oportunidade sem precedentes para pôr fim a um conflito centenário. Mas é uma tarefa hercúlea, pôr fim a este banho de sangue para garantir um futuro promissor e esperanças para os nossos filhos e os nossos netos.”

Estas palavras de Benjamin Netanyahu encontram eco em Mahmoud Abbas. O presidente da Autoridade Palestiniana aposta numa negociação global: “Vamos discutir todos os assuntos relacionados com o estatuto final – Jerusalém, os colonatos, as fronteiras, a segurança, a água, e a libertação de todos os prisioneiros… – para pôr fim a uma ocupação que começou em 1967 – a ocupação dos territórios palestinianos – e criar o Estado da Palestina.”

Em declarações à imprensa israelita, o ministro da Defesa, Ehud Barak, deu a entender a disponibilidade de Israel para partilhar Jerusalém com os cerca de 250 mil palestinianos que habitam na parte árabe.

O próximo encontro entre ambas as partes está agendado para 14 e 15 de Setembro, na região.