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Moldávia em referendo

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Moldávia em referendo

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Os moldavos vão este domingo às urnas, para referendar uma proposta de emenda constitucional, que permita a eleição do Presidente da República, por sufrágio universal directo.

A coligação liberal que governa o país não tem conseguido eleger o seu candidato que, nos termos constitucionais, precisa de três quintos dos votos dos deputados.

O país está num impasse político e a chefia do Estado está a ser assegurada interinamente pelo presidente do parlamento, Miail Ghimpu.

O Partido Comunista e os liberais democratas não se entendem.

As sondagens indicam que a emenda terá uma vitória folgada.

Os eleitores estão divididos:

“Eu vou votar e vou votar sim. Vou votar na mudança do meu país, no meu direito a eleger um presidente. Eu não gosto que os outros pensem por mim e que façam as escolhas por mim”.

Mas há também quem opte pela abstenção:

“Eu não vou votar porque estou desgostoso com a política e com os lideres, da chamada Aliança para Integração Europeia, porque eles só defendem os seus interesses. Eles não pensam no Povo, nem na Moldávia. Não querem saber do Povo. Só falam de Europa, Roménia…”.

Se a emenda for aprovada, a Moldávia pode partir de imediato para nova campanha, com eleições legislativas e presidenciais simultâneas. E a data de que mais se fala é 14 de Novembro.

Para que os resultados deste referendo possam ser validados, é preciso que um terço dos eleitores expresse o seu voto.

Mas tudo indica que a afluência seja, no mínimo, da ordem dos 60 por cento.