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Sobreviventes dos Andes levam mensagem de esperança a mineiros chilenos

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Sobreviventes dos Andes levam mensagem de esperança a mineiros chilenos

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Quatro dos 16 sobreviventes do famoso acidente aéreo nos Andes, em 1972, deslocaram-se ao norte do Chile, onde 33 mineiros estão bloqueados a 700 metros de profundidade há um mês, para transmitir uma mensagem de “esperança”.

As escavações para resgatar os mineiros poderão durar ainda três ou quatro meses. Este sábado foi instalado um novo sistema de videoconferência para facilitar a comunicação com o exterior.

Um dos sobreviventes da tragédia nos Andes, Ramon Sabella, disse que quando tomou conhecimento do acidente na mina, “quando ainda não havia sinais de vida dos mineiros”, lembrou-se de há 38 anos, quando “passavam os aviões de resgate” pelas montanhas dos Andes sem que ele e os colegas fossem detectados. Lembra-se “da dor e frustração” que sentiu e diz que imagina que os mineiros “terão sentido o mesmo”.

O acidente aéreo de 1972 na parte chilena da maior cadeia de montanhas do mundo – que envolveu uma equipa de rugby uruguaia – inspirou um livro e um filme de 1993, “Estamos Vivos”, que traça um duro périplo, durante o qual os sobreviventes foram mesmo obrigados a alimentar-se da carne dos colegas mortos.