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Alemanha quer prolongar vida de centrais nucleares

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Alemanha quer prolongar vida de centrais nucleares

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A Alemanha vai prolongar, em média por 12 anos, a duração de vida das centrais nucleares, conforme o ano de construção.
 
As unidades mais antigas vão ter uma prorrogação de oito anos, de acordo com os dados divulgados pelo ministro do Ambiente, enquanto as mais recentes verão a duração de vida prolongada 14 anos.
 
O acordo entre os parceiros da coligação conservadora/liberal (CDU/FDP) da chanceler Angela Merkel foi conseguido depois de uma longa maratona negocial de 12 horas, sobre a política energética do país: “Sei que muita gente se mostra céptica e crítica em relação ao potencial nuclear e é uma questão que levamos muito a sério. Consideramos a energia nuclear como uma ponte tecnológica que não será usada mais do que o necessário. A prová-lo está o forte investimento em termos de segurança, que as empresas serão obrigadas a fazer nos próximos anos”, disse a chanceler Angela Merkel.
 
A decisão terá ainda de ser levada ao Bundestag (Parlamento) para aprovação. O certo é que o acordo provocou a hostilidade das organizações ambientalistas, nomeadamente a Greenpeace, assim como o partido dos Verdes, já que a maioria dos alemães são contra a energia nuclear.
 
Pela voz do ministro do Ambiente, a Áustria classifica este passo como “duro golpe para a política de desenvolvimento das energias renováveis”.
 
O encerramento progressivo das 17 centrais nucleares alemãs tinha sido programado para 2021 pela coligação formada pelos sociais-democratas e os Verdes, no poder entre 1998 e 2005.