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Imposto sobre transacções divide ministros da UE

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Imposto sobre transacções divide ministros da UE

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Os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram esta terça-feira um projecto para reforçar a supervisão financeira do bloco, com a criação de novos órgãos supra-nacionais.

Mas nesta reunião, a primeira desde o regresso das férias, continuou a haver desentendimentos. Um deles tem a ver com a criação de um imposto sobre as transacções financeiras. A Suécia é um dos países que estão contra: “Não queremos uma nova taxa sobre as transacções, isso seria mau para as receitas fiscais e faria várias actividades saír da Europa, o que teria um efeito negativo. A criação de um fundo para os bancos é uma solução melhor”, diz o ministro das Finanças sueco Anders Borg.

Os ministros concordam com a criação de um fundo para evitar novas crises, criado a partir de um novo imposto criado aos bancos, mas falta ainda encontrar um acordo quanto às modalidades de aplicação. Diz a ministra francesa Christine Lagarde: “Tecnicamente é possível, como diz o FMI, mas na prática é difícil, politicamente é desejável mas financeiramente é aleatório”.

A pressão para criar uma taxa sobre as transacções vem também de várias ONG e sindicatos, que se manifestaram em Bruxelas, enquanto decorria a reunião. Pedem a criação desta taxa para que o dinheiro seja usado no combate à pobreza e em programas ambientais.