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Optimismo económico domina primeiro discurso do "Estado da União"

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Optimismo económico domina primeiro discurso do "Estado da União"

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Ao estilo da tradição norte-americana, Durão Barroso convocou os deputados do Parlamento Europeu para o primeiro discurso sobre o “Estado da União”, em Estrasburgo.

A crítica acusa o presidente da Comissão Europeia de protagonizar uma manobra de auto-promoção. Alheio a comentários, Barroso disse que “a União Europeia está hoje melhor do que há um ano, mas permanecem incertezas”, acrescentando que ainda há muito para fazer, nomeadamente na luta contra o desemprego.

O presidente da Comissão Europeia fez um balanço do último ano e disse acreditar que os europeus “podem ter confiança na União” para levar os 27 “rumo ao futuro”: “Chegou a hora da verdade para a Europa. A Europa tem de mostrar que é mais do que 27 soluções diferentes. Ou sobrevivemos juntos ou nos afundamos um a um. Só vamos ter êxito, se ao agirmos nacional, regional ou localmente, pensarmos como europeus”.

Sem se referir directamente à França, Durão Barroso aproveitou a estreia do “Estado da União” para lembrar que os governos europeus são obrigados a respeitar os direitos das minorias. O debate aqueceu o plenário.

“Os ciganos são cidadãos europeus. Cidadãos de pleno direito. Nunca poderemos aceitar a violação dos seus direitos. Nunca, num mundo com tanta incerteza. Penso que a Europa deve continuar a ser um continente com liberdade, tolerância e justiça”, disse Guy Verhofstadt, líder da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa.

A Comissão Europeia pediu a França provas que atestem que a expulsão de pessoas de etnia cigana está de acordo com as leis sobre a liberdade de circulação e que respeita as normas contra a discriminação.

O primeiro discurso sobre o “Estado da União”, uma das disposições do Tratado de Lisboa, não escapa à polémica, já que estiveram previstas multas de 75 euros para os eurodeputados que faltassem ao discurso e ao debate que se segue. Perante a contestação geral, houve mesmo que dissesse que parecia que os deputados estavam a ser pagos para ouvir Barroso, a ideia foi adiada.