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Pensões da Europa à lupa

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Pensões da Europa à lupa

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Demografia, emprego e reformas são as três variáveis que a Europa deve gerir para preservar o mecanismo de solidariedade entre as gerações.

O tempo escasseia ao passo que a Europa envelhece. Pela primeira vez na história a faixa dos menores de 60 anos está a diminuir e a geração do baby-boom está prestes a reformar-se. Em 2060 teremos quatro activos por cada adulto acima dos 65 anos e 2 activos por cada reformado.

O ministro do Trabalho francês, Eric Woerth responde ao coro de críticas que se levanta contra o aumento da idade da reforma.

“A duração das contribuições não pode ser a solução para os problemas que se colocam nos próximos 10 anos. É por isso que vamos aumentar a idade legal da reforma, à imagem dos governos alemão, britânico, italiano, espanhol, dinamarquês, norueguês, holandês, sueco, etc..”

Hoje, a idade da reforma em França é aos 60 anos, em Itália 59 ou 60, no Reino Unido 65 anos para os homens e 60 mulheres, em Espanha e na Alemanha 65 anos.

Em França passará para dos 60 para os 62 anos em 2018, em Itália para os 61 ou 62, em 2013, no Reino Unido ascenderá aos 68 anos em 2046,
e na Alemanha atingirá os 67 anos, em 2029.

Mas em todos os países há excepções, às quais se junta um segundo critério… Os anos de contribuições necessários para a pensão completa.

Actualmente em França o tempo de contribuições é de 40,5 anos, em Itália entre 35 e 36, no Reino Unido de 30 anos, em Espanha e na Alemanha é de 35 anos.

Em 2023 a França terá que trabalhar 41 anos e meio, e na Alemanha passará para os 45 anos em 2029.

Em plena crise económica, o problema é conseguir manter os mais velhos no mercado de trabalho. Em França e em Itália, a taxa de emprego entre os 55 e 64 anos é de apenas 38,2% e 34,4%, respectivamente. Outra questão escandalosa é o facto das mulheres em França receberem uma reforma em média de 825€, menos 600€ que os homens.