Última hora

Última hora

Ira e apelo à calma no mundo muçulmano

Em leitura:

Ira e apelo à calma no mundo muçulmano

Tamanho do texto Aa Aa

A ideia de queimar exemplares do Corão suscitou, como seria de esperar, reacções particularmente ferozes no mundo muçulmano.

As tensões exacerbaram-se com o facto da iniciativa anunciada pela pequena igreja evangélica da Flórida coincidir com o fim do Ramadão, mês santo do jejum islâmico.

Um clérigo religioso de Cabul não hesitou em dizer que “os muçulmanos têm o dever de reagir. Quando o livro santo do Corão for queimado em público, não há nada mais a fazer”. Mohammad Mukhtar defendeu mesmo que “a mais importante reacção será que, onde quer que sejam vistos norte-americanos, eles sejam mortos”.

A instituição sunita moderada de Al-Azhar, no Cairo, pediu a intervenção do governo norte-americano para evitar o que, na sua opinião, “constituirá uma oportunidade para o terrorismo”.

Na capital do Afeganistão, um habitante diz que o acto de queimar o Corão provocará o “caos” no país e pergunta “como muçulmano, que mais pode fazer senão defender o Corão”.

Na Indonésia, a maior nação muçulmana, representantes de grupos islâmicos e inter-religiosos juntaram-se num protesto contra os planos do grupo fundamentalista cristão norte-americano.

A manifestação serviu também para apelar à calma entre os muçulmanos indonésios.