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Primeiro-ministro turco festeja "vitória histórica" no referendo constitucional

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Primeiro-ministro turco festeja "vitória histórica" no referendo constitucional

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O primeiro-ministro turco, Recep Tayip Erdowan, festejou, esta noite, o que considerou ser uma “vitória histórica“ no referendo à revisão constitucional. 
 
“Trata-se de uma etapa histórica na via da democracia e da supremacia do Estado de direito. Que alegria termos conseguido elevar o nível das nossas normas democráticas”, afirmou Erdogan, na sede do partido AKP em Istambul.
 
Segundo os resultados definitivos, o Sim às reformas defendidas pelo governo islamita moderado recolheu 58% dos votos, contra 42% de eleitores que optaram pelo Não.
 
A participação no referendo rondou os 78%, apesar de um apelo ao boicote por parte dos sectores nacionalistas curdos.
 
O projecto, apoiado pelo governo islamita moderado de Recep Tayip Erdowan, inclui 26 emendas que pretendem respeitar as exigências da União Europeia com vista a uma eventual adesão do país ao grupo dos 27.
 
As novas alíneas, que incluem a nomeação do Supremo Tribunal, pelo Parlamento, deverão entrar em vigor após as eleições do próximo ano.
 
Mas, para os sectores laicos da população, que fizeram campanha pelo Não, o referendo representa uma tentativa do governo de reforçar o poder sobre a justiça e o exército.
 
O referendo realizou-se no dia do 30o aniversário do golpe de Estado militar de 1980, levado a cabo pelos militares, vistos como garante da laicidade do Estado.
 
No seu discurso de vitória, Erdogan sublinhou, “os grandes perdedores desta noite são os defensores de uma mentalidade golpista”.
 
O executivo turco espera que a vitória do Sim possa aumentar as possibilidades de ser reeleito com maioria, nas próximas legislativas em Julho de 2011.
 
Entre outras medidas, a revisão constitucional passará para o Parlamento, controlado pelo partido AKP, a decisão de dissolver formações políticas acusadas de actividades anti-laicas.
 
Em 2008, o AKP, tinha escapado por pouco a uma tentativa da oposição laica de proibir a formação.