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Haiti continua a lutar pela reconstrução

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Haiti continua a lutar pela reconstrução

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Oito meses depois do sismo que devastou o Haiti, o cenário na capital Port-au-Prince ainda é de destruição, como no dia da tragédia.

De acordo com estimativas não oficiais, apenas dois por cento, dos cerca de 25 milhões de metros cúbicos de entulho, foram removidos até agora, por motivos que vão desde a falta de equipamento e dinheiro a dificuldades com o sistema de registo de propriedade dos terrenos.

“Quando falamos em remover escombros é importante saber que não se trata só de recolher e deitar fora. É um processo. Antes de mais, é preciso identificar o local, saber quem é o proprietário. Não podemos simplesmente chegar a um lugar e remover o entulho”, diz Charleene Dei, da missão USAID Haiti.

Enquanto isso, a maioria dos haitianos aprendem a conviver com a ruína na qual a cidade se transformou. Uma atmosfera de pó mistura-se muitas vezes com restos humanos.

Os camiões e as escavadoras que transportam os restos de pedras e tijolos têm dificuldade em circular pelas ruas de terra, estreitas e sinuosas.

As mesmas ruas onde ainda se mantém de pé a Catedral de Notre Dame e se reconhece o Palácio Presidencial, que deveria ser ocupado depois das eleições de 28 de Novembro.

A missão da USAID diz que seriam precisos mil camiões para remover o entulho ao longo de mil dias.