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Netanyahu e Abbas no Egipto para segunda ronda de diálogo

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Netanyahu e Abbas no Egipto para segunda ronda de diálogo

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A cidade egípcia de Charm el-Cheikh acolhe esta terça-feira a segunda ronda de negociações directas entre o primeiro-ministro israelita e o presidente da Autoridade Palestiniana.

Mas o diálogo relançado no início do mês pela diplomacia norte-americana adivinha-se difícil, já que o palco será em grande parte monopolizado pelo desacordo a respeito dos colonatos judaicos.

Uma condição-chave palestiniana é o prolongamento da moratória de 10 meses à construção de colonatos na Cisjordânia, que expira no fim do mês.

Os Estados Unidos pressionam Telavive para extender o prazo enquanto as conversações estiverem a progredir.

Um representante dos colonos diz que “se o primeiro-ministro Netanyahu e o governo decidirem enfraquecer o muro que está a ser construído nas montanhas [da Cisjordânia], isso significa que deixam de representar o interesse público israelita e tornam-se ilegítimos”.

Uma posição que reflecte a pressão da ala mais conservadora e ultra-ortodoxa sobre Netanyahu, que este domingo afirmou que não vai “congelar a vida dos colonos”.

Em Ramallah, um palestiniano diz que “a declaração [do primeiro-ministro israelita] vai ferir as negociações. Quanto mais crescerem os colonatos, maior será o fosso entre palestinianos e israelitas”.

Exilada do diálogo, Gaza continua a ser palco da violência que marca o único contacto entre Israel e o território controlado pelo Hamas.