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Colonatos prometem dominar conversações de paz no Egipto

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Colonatos prometem dominar conversações de paz no Egipto

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O desacordo a respeito da construção de colonatos judaicos na Cisjordânia promete monopolizar a segunda ronda de negociações de paz que são retomadas esta terça-feira, entre israelitas e palestinianos.

A diplomacia norte-americana estará representada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, que antes do encontro na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, pressionou Telavive a prolongar a moratória que termina a 26 de Setembro.

Mas Israel mantém-se irredutível. Este domingo, após uma reunião com o enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente, Tony Blair, o primeiro-ministro israelita avançou que a moratória “não pode continuar”, o que aumenta ainda mais a dúvida sobre um desfecho positivo.

“Não acredito que seja tangível ou até mesmo realista pensar que Benjamim Netanyahu está pronto a quebrar tal clivagem. Os seus pontos de vista estão longe das exigências mínimas do Presidente Mahmoud Abbas. Assim sendo, receio que as discussões, as negociações de paz possam fracassar rapidamente”, diz Yossi Beilin, antigo negociador israelita, que também participou nas conversações de Camp David, em 2000.

O presidente da Autoridade Palestiniana disse que o fim da moratória significa o fim do diálogo directo.

Perante as ameaças de parte a parte, o tom conciliatório da primeira ronda negocial, que terminou com apertos de mão e planos de intenções em Washington, pode vir a desmoronar-se.