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Referedo turco activa democracia no país

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Referedo turco activa democracia no país

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Os turcos querem acertar contas com os militares golpistas dos anos 80.

Após a vitória do sim à reforma da Constituição no referendo de domingo, várias organizações civis apresentaram processos para julgar os militares que, em 1980, derrubaram o então Governo democrático e instalou um regime autoritário no país.

Presidente de uma associação de direitos cívicos, Faruk Unsal diz que “conta poder contribuir para que alguns dos responsáveis pelo golpe de Estado de 12 de Setembro, que criou um dos períodos mais negros da história politica do pais, possam ser julgados.”

O referendo reduz o poder dos militares, reforma o sistema judiciário e promove medidas democráticas na restritiva Constituição redigida pelos golpistas há 28 anos.

Uma das medidas aprovadas é a supressão do artigo 15 da Carta Magna, que eximia de responsabilidade penal os militares do gole de Estado, acusados de quase duas centenas de mortes por tortura nos anos que estiveram no poder.

Os processos apresentados solicitam o julgamento do general reformado Kenan Evren, o homem que comandou o golpe qe derrubou o Governo democrático do conservador Suleiman Demirel, e liderou o Executivo da Turquia até Novembro de 1989.