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Expulsões põem Sarkozy nas luzes da ribalta

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Expulsões põem Sarkozy nas luzes da ribalta

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A expulsão de ciganos, romenos e búlgaros, de França foi o assunto central das conferências de imprensa que se seguiram à Cimeira dos 27, em Bruxelas.

Na abertura dos trabalhos, Herman Von-Rompuy, desvalorizou a questão e centrou o debate no reforço das relações internacionais da UE.

Mas, durante o almoço, Durão Barroso e Nicolas Sarkozy terão debatido, calorosamente, a situação.

No final da cimeira, o Presidente francês, frisou que a totalidade dos chefes de Estado e governantes ficaram chocados com as palavras ultrajantes da vice-presidente da comissão.

Afirmou ainda que conhece bem Durão Barroso, que o respeita e que apreciou o facto dele se ter dissociado das expressões empregues por Viviane Reding. Acrescentou que é um chefe de Estado e não pode deixar que insultem o seu país.

O Presidente da Comissão Europeia aceita as críticas mas contra-ataca. Barroso afirmou que a comissão cumpre a sua função enquanto guardiã dos tratados e que é inaceitável qualquer tipo de discriminação das minorias étnicas na Europa.

“É verdade que no calor dos debates ouvimos comentários exagerados, a vice-presidente da Comissão já o reconheceu, os outros deveriam pensar em fazer o mesmo, a comissão pode também queixar-se de uma certa retórica usada”, acrescentou Durão Barroso.

Da reunião saiu um compromisso de ajuda ao Paquistão e um novo acordo comercial com a Coreia do Sul. Quanto aos ciganos, romenos e búlgaros, haverá novos desenvolvimentos no futuro.