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Quatro ex-dirigentes do Khmer Vermelho vão a tribunal

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Quatro ex-dirigentes do Khmer Vermelho vão a tribunal

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O tribunal internacional do Camboja, patrocinado pela ONU, acusou formalmente quatro ex-dirigentes do Khmer Vermelho de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

O antigo “número dois” e ideólogo do regime ultranacionalista, Nuon Chea, e o então chefe de Estado, Khieu Samphan, partilharão o banco dos réus com o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Khmer Vermelho, Ieng Sary, e a esposa deste último, Ieng Thirith, encarregada dos Assuntos Sociais.

Os quatro membros da cúpula do regime de Pol Pot, com idades entre os 78 e os 84 anos, estão detidos desde 2007.

O francês Marcel Lemonde, juíz de instrução no tribunal de Phnom Penh diz que a instância “não tem um trabalho fácil. Tem sido particularmente cansativo no plano pessoal, mas o objectivo foi cumprido, obviamente com grande satisfacção”.

A abertura do processo representa um importante passo, depois da condenação em Julho de Kaing Guek Eav, conhecido como “Duch”, dirigente de um dos principais campos de tortura do Khmer Vermelho.

Segundo vários observadores, o novo julgamento pode comprometer o actual primeiro-ministro e membros do governo, que chegaram a desempenhar funções no regime de Pol Pot, responsável por quase dois milhões de mortes entre 1975 e 1979.