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Extrema-direita pode surpreender nas legislativas suecas de domingo

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Extrema-direita pode surpreender nas legislativas suecas de domingo

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Os suecos vão às urnas no domingo para elegerem um novo governo.

Até aqui nada de novo, não fossem as recentes sondagens indicarem que a extrema-direita do jovem líder, Jimmie Aakesson, é creditada com votos suficientes para conseguir ter representação parlamentar.

O partido dos Democratas da Suécia é creditado com mais de 4% dos sufrágios, limite mínimo para eleger um deputado, contra os 2,9% registados nas legislativas de 2006.

O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt desvaloriza as conclusões das sondagens referindo que está a lutar para obter “um governo maioritário no domingo. Vamos esperar pela decisão do povo sueco. Sempre dissemos que não confiamos num partido populista e xenófobo.”

A posição da líder da oposição de centro-esquerda, Mona Sahlin, é idêntica.

“Politicamente sempre fui muito clara sobre esse assunto. Nunca os deixarei ter qualquer influência na política sueca. Nunca. E em termos pessoais ficaria muito triste porque tenho muito orgulho no facto de a Suécia ser um dos poucos países europeus que não tem um partido xenófobo no parlamento.”
A maioria dos sete milhões de eleitores deverá renovar a confiança no actual governo de centro-direita. Mas se Reinfeldt e os seus pares não conseguirem um resultado confortável, a extrema-direita sueca poderá vir a ter um papel preponderante no equilíbrio político do país.