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Eurodeputados aprovam supervisão financeira

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Eurodeputados aprovam supervisão financeira

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Quatro novos organismos para impedir novas crises económicas: a União Europeia passa a ter uma supervisão financeira, após um ano e meio de negociações.

A partir do próximo mês de Janeiro serão criadas três autoridades europeias, para vigiar bancos, mercados e seguros, e um comité europeu de risco sistémico.

Michel Barnier, comissário europeu para o Mercado Interno, garante: “É preciso impedir as crises ou pelo menos tentar antecipá-las. Penso que a prevenção é mais barata do que reparação e penso que os bancos devem pagar para os bancos e hoje criámos o quadro da supervisão”.

A luz verde definitiva foi dada esta quarta-feira pelo Parlamento Europeu, depois do consenso obtido pelos ministros das Finanças no início de Setembro.

Os quatro novos organismos terão para já poderes limitados, mas mesmo assim supranacionais, o que basta para preocupar os britânicos. E Godfrey Bloom, do grupo Europa da Liberdade e da Democracia, foi o porta-voz dos receios da City: “Exprimi grande preocupação com o facto de que a regulação da City londrina vai ser transferida para Bruxelas. Pareceu surpreendido com as minhas preocupações, mas deve ter compreendido, desde que é comissário, que uma parte significativa do PIB britânico vem dos serviços financeiros. É muito importante para o Reino Unido”.

Desejoso de preservar os interesses da City e a soberania nacional, o Reino Unido conseguiu uma “cláusula de salvaguarda” para contestar decisões dos novos organismos. Mas os eurodeputados deixaram claro que não pode ser usada de forma abusiva.