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Moscovo debate fronteiras marítimas do Árctico

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Moscovo debate fronteiras marítimas do Árctico

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O aquecimento global e, sobretudo, a delimitação das fronteiras no Árctico são temas centrais do fórum organizado pela Sociedade Geográfica da Rússia em Moscovo.

O encontro reúne quase 300 especialistas de 15 países. O recuo da calota polar e os desenvolvimentos tecnológicos abrem a via à exploração dos recursos de uma região que pode concentrar um quarto das reservas mundias de petróleo e gás. Não é por isso de estranhar que a Rússia, a Noruega, os Estados Unidos, o Canadá e a Dinamarca – países que rodeiam o Ártico – sejam protagonistas de um verdadeiro conflito territorial.

Depois de conseguir um acordo com Oslo, Moscovo prepara-se para defender nas Nações Unidas a soberania sobre uma grande fatia da região.

O conselheiro do Kremlin para as Alterações Climáticas diz que a Rússia “defende os interesses no Árctico com todos os instrumentos civilizados providenciados pelos acordos internacionais”. Alexander Bedritsky acredita que o assunto não passará para o terreno da “confrontação”.

A Rússia reivindica que uma parte do fundo marinho é simplesmente a continuação da plataforma continental siberiana, o que lhe confere uma maior zona de influência.

O Canadá já se dispôs à arbitragem da ONU no contencioso e os Estados Unidos e a Dinamarca contestam o Kremlin. O acordo para a divisão do mar de Mar de Barents pode fazer da Noruega um aliado de Moscovo.