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Descontentamento invade as ruas na Europa

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Descontentamento invade as ruas na Europa

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A Europa enfrenta um clima generalizado de insatisfação. Crescem os protestos contra os planos de austeridade adoptados pela maior parte dos governos europeus para reduzir o défice.

Em França, as manifestações são, sobretudo, contra a reforma do sistema de pensões.
A idade da reforma subiu dos 60 para os 62 anos mas para obter a pensão na totalidade, um francês terá agora de trabalhar até aos 67 anos ao invés dos 65 anteriores.

Na Grécia os protestos sucedem-se.
O país foi forçado implementar reformas impopulares para conseguir obter a ajuda do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia.
As últimas manifestações partiram das empresas transportadoras que lutam contra a liberalização do sector. Esta foi aprovada na última quarta-feira apesar da tensão em frente do Parlamento, em Atenas.

Na República Checa cerca de 40 mil funcionários públicos invadiram esta quinta-feira as ruas da capital, Praga, em protesto contra a redução dos salários. O Ministério do Interior foi tomado de assalto, o que não impediu o governo de adoptar medidas para reduzir o défice público para 4,6 por cento, já no próximo ano.

A Roménia, no âmbito de uma reestruturação para conter o défice público nos limites impostos pelo FMI e por Bruxelas, diminuiu os salários da função pública em 25 por cento e aumentou o IVA de 19 para 24 por cento.
A contestação é generalizada!

Para a semana estão marcadas manifestações em toda a Europa.