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Chirac salva a face

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Chirac salva a face

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Os vereadores da Câmara de Paris confirmaram o acordo entre Jacques Chirac, a Câmara de Paris e a UMP. Neste acordo foi selado o caso dos empregos fictícios dos anos 90 contra o pagamento de uma indemnização de dois milhões do antigo presidente da Câmara e do partido que o elegeu. A Câmara de paris, com a indemnização, recusou tornar-se parte civil no processo. Só os verdes votaram contra:

“Gostava que nos dissessem que um carteirista ou uma miúdo que roube uma t-shirt no supermercado ou agrida alguém para tirar dinheiro, será absolvido se devolver o que roubou.”

Com este acordo vira-se uma página da história da cidade. O actual partido do presidente Sarkozy, herdeiro do RPR de Jacques Chirac, na época, vai pagar mais de um milhão e meio de euros e o antigo presidente vai pagar 550 mil euros. A imunidade presidencial apenas durou até 2007.

O processo teve início poucos meses depois de Chirac deixar o Eliseu. Antes de ser presente da República foi presidente da Câmara, de 1977 a 1995. O caso dos empregos fictícios remonta ao período de 1983 a 98. Dos 481 empregos examinados pela justiça, 21 tinham carácter fictício.Foram atribuidos a pessoas que não faziam nada mas eram pagas com dinheiro público. Por este delito o acusado incorria numa pena de prisão de 10 anos.

O acordo de indemnização à Câmara poupa-o à sentença. O actual autarca de Paris, o socialista Bertrand Delanoé, congratulou-se com a reparação e a confissão da UMP sobre os empregos fictícios.