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Bruxelas acolhe protesto europeu contra a crise

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Bruxelas acolhe protesto europeu contra a crise

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Os sindicatos conseguiram mobilizar a Europa contra os planos de austeridade, o desemprego e as injustiças sociais. A jornada de acção desenrolou-se em 13 capitais europeias, entre elas Bruxelas, onde desfilaram milhares de manifestantes, oriundos de 24 países europeus.

A abrir o protesto esteve um grupo de pessoas disfarçadas e vestidas de negro, para simbolizar a morte da Europa com a actual política.

John Monks, secretário-geral da Confederação europeia de Sindicatos, escolheu outra fórmula irónica: “Não vejo ajuda. Vejo apenas o mestre com a vergasta e eu que pensava que tínhamos abolido as punições corporais na Europa há muito tempo”.

Já Luc Cortebeeck, um sindicalista belga, garante que “há apenas uma alternativa: tem de haver mais oportunidades de emprego, o que é possível graças à economia sustentável. Não toquem no sistema de segurança social, mas criem mais emprego”.

Os sindicatos dizem ter reunido cem mil pessoas em Bruxelas. A polícia fala de 56 mil. O certo é que o protesto ficou marcado por confrontos e pela detenção de mais de 200 pessoas.

Será que a voz dos europeus foi ouvida? Não na Comissão Europeia. O executivo comunitário justifica a necessidade dos planos de austeridade e anunciou, ao mesmo tempo, novas medidas para punir os países europeus que não controlem o orçamento.