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Greve geral espanhola com impacto limitado


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Greve geral espanhola com impacto limitado

O impacto da primeira greve geral espanhola da era Zapatero fez-se sentir nos transportes e nalgumas fábricas, mas, no geral, foi limitado. Os sindicatos falam de 10 milhões de grevistas – ou seja, metade da força laboral do país -; o governo refere 10% de funcionários públicos em greve e 20% no sector dos transportes.

Uma greve convocada para protestar contra o pacote de medidas de austeridade do governo mas que, se alguns aprovam, outros não vêem com bons olhos. “Agora vão despedir as pessoas mais facilmente, contratá-las em condições menos favoráveis, os salários baixam, tudo está a ser reduzido, as pessoas têm menos dinheiro, as pessoas estão chateadas e querem uma situação melhor, “ diz um passante, em Madrid. Para outro, a situação é bem diferente: “Para mim, o parlamento votou ‘sim’ à reforma laboral, portanto a greve é completamente antidemocrática, é tudo!”

Para evitar que a Espanha viva uma crise igual à da Grécia, o governo vai cortar nos salários da função pública, congelar as pensões e flexibilizar as leis laborais. Mas os sindicatos ainda têm esperança. O sindicalista Roberto Tornamira Sánchez explica: “A UGT está convencida de que o governo vai recuar e rectificar os objectivos do relatório do orçamento e da reforma laboral. Todos os governos, desde a primeira greve geral, fizeram marcha atrás.” Mas, desta vez, os analistas estimam que Zapatero não vai recuar. Tanto mais que uma boa parte dos Espanhóis considera que a greve não é a melhor forma de protesto num país onde o desemprego ronda os 20 por cento.

Na capital espanhola, respira-se um misto de crispação e de cepticismo. Crispação da parte dos piquetes de greve, que tentam, por todos os meios, agregar mais pessoas na luta contra a reforma impulsionada pelo governo de Zapatero. E cepticismo, porque se considera que com ou sem reforma, não há uma saída imediata para a crise.

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