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Zapatero enfrenta primeira greve geral

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Zapatero enfrenta primeira greve geral

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É a primeira greve geral que José Luis Rodriguez Zapatero enfrenta, em oito anos de governo. Os sindicatos convocaram os trabalhadores espanhóis a pararem o trabalho e a saírem à rua. Em causa, as medidas de austeridade do governo que incluem cortes nos salários da função pública, congelamento das pensões e a flexibilização das leis laborais. Medidas para contrariar os analistas, que prevêem, para Espanha, uma crise semelhante à da Grécia.

Esta manhã, Madrid não tinha praticamente autocarros a circular, mas o metro e os comboios suburbanos funcionavam quase normalmente. Já no tráfego aéreo, os responsáveis prevêem que entre 20 e 40% dos voos internacionais sejam assegurados.

Neste dia de protestos, que se estendem a outras cidades europeias, os grevistas espanhóis esperam levar o governo a fazer marcha atrás. “Esperamos que mais camaradas se associem à greve porque quantos mais formos, melhor”, diz um grevista, que acrescenta: “Espero que o governo perceba que o povo está cansado desta política.”

As sondagens dão conta que apenas nove por cento dos espanhóis tenciona fazer greve. Uma boa parte considera que está não é a melhor forma de protesto num país onde o desemprego atinge os vinte por cento. Segundo os analistas, Zapatero não vai recuar nas reformas.