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Austeridade económica é de rigor, também em Espanha

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Austeridade económica é de rigor, também em Espanha

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A ministra da economia espanhola, Helena Salago, apresentou hoje em Madrid um dos orçamentos de Estado mais restritos das últimas 3 décadas, com cortes de até 16% nas despesas do Estado.

Pela primeira vez, a Casa Real é também obrigada a apertar o cinto com uma redução de 5,2% das despesas.

Madrid espera conseguir baixar o défice público, actualmente nos 11%, para os 3%, nos próximos 3 anos.

A ministra da Economia afirmou que, “o país deixou para trás dois anos de recessão. Confiamos na capacidade de recuperação da economia espanhola e por isso decidimos adoptar medidas duras e iniciar uma série de reformas cruciais para recuperar a confiança”.

O primeiro-ministro José Rodriguez Zapatero também vai dar o exemplo, com um corte no salário mensal de mais de mil e cem euros.

Um gesto que não impede um intensificar dos protestos contra o governo, depois de Madrid ter revisto em alta as previsões de aumento do desemprego que deverá situar-se nos 19,3% no final do ano, quatro pontos acima das primeiras estimativas.

A agência de notação Moody’s reviu em baixa o “rating” da dívida espanhola para o nível AA1, sublinhando a estabilidade da economia do país.

Mas a agência refere a necessidade de levar a cabo a polémica reforma do mercado de trabalho, um dos pontos mais contestados pelos sindicatos que organizaram ontem uma greve geral contra as medidas de austeridade do governo.