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Dilma Roussef a eleita de Lula

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Dilma Roussef a eleita de Lula

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Dilma Rousseff, uma mulher de de carácter, abençoada por Lula. Era praticamente desconhecida quando o presidente cessante se lançou na corrida à mais alta função de Estado. Agora, a candidata do Partido dos Trabalhadores promete continuar a obra do mentor:

“Representamos o projecto da mudança. O projecto que tirou o Brasil da posição de subordinação face ao Fundo Monetário Internacional. Fomos nós que tirámos 28 milhões da pobreza”.

Dilma Roussef é filha de um emigrante búlgaro que fugiu da repressão política e enriqueceu no Brasil, na venda e compra de imóveis.

Viveu uma adolescência no seio da classe média-alta até aderir à luta armada da extrema-esquerda em dois movimentos, nos anos 60. Passou três anos na prisão, onde foi torturada, no início dos anos 70.

É economista e apenas se filiou no Partido dos Trabalhadores em 2001.

É pragmática, eficaz e exigente. Destacou-se no ministério da Energia, a partir de 2003, e na liderança do governo, depois da demissão de vários políticos demitidos no escândalo do “mensalão”.

Como boa gestora, Dilma Roussef tem um bom argumento de campanha:

“Sou economista e aprendi que a economia não mexe apenas com números. É preciso melhorar a vida das pessoas”.

Os spots de campanha apresentam-na como a “mãe do PAC”, programa de investimento nas infra-estruturas, ainda em suspenso no Brasil.
O analista Ricardo Ismael especifica:

“Os problemas de base que estão por resolver são a educação, a saúde, a higiene e segurança pública. Mesmo se o Brasil se desenvolveu, há problemas sérios para resolver”.

Apesar do incontestável progresso, a pobreza ainda está por todo o lado. Segundo as Nações Unidas, o Brasil é o terceiro país da América Latina com mais desigualdade social Só a Bolívia e o Haiti estão à frente.