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Presidente do Equador acusa oposição de "tentativa de golpe de Estado"

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Presidente do Equador acusa oposição de "tentativa de golpe de Estado"

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O presidente do Equador acusa a oposição de uma “tentativa de golpe de Estado”, depois da revolta de centenas de polícias e militares que se amotinaram contra o corte de benefícios profissionais.

Rafael Correa esteve várias horas retido num hospital em Quito, a capital equatoriana, cercado por membros das forças da ordem que protestam contra as medidas de austeridade orçamental do governo.

Acabou por ser resgatado são e salvo pelas Forças Armadas, que manifestaram o apoio ao presidente.

Dois polícias morreram durante as operações de salvamento. De acordo com a Cruz Vermelha, há registo de 37 feridos.

O Governo acabou por anunciar o estado de emergência no país durante uma semana e comunicou que o Exército tomará em mãos a segurança.

Já no Palácio Presidencial e refeito do susto, o presidente Rafael Correa diz que se tratou de uma conspiração e não de uma reivindicação das forças da ordem: “Os conspiradores têm grande parte de culpa nisto, como podemos perceber por aqueles que manipulam tudo para através da conspiração conseguirem aquilo que não alcançaram nas urnas”.

A ordem está restabelecida, depois de horas de caos na capital equatoriana.

O presidente Rafael Correa encara a hipótese de dissolver o Congresso, ficando a governar por decreto até novas eleições.

Os Estados Unidos afirmaram entretanto estar “a seguir muito de perto” a situação no país.

As autoridades peruanas ordenaram o encerramento das fronteiras com o país vizinho, e o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu um apoio da população sul-americana ao seu aliado Correa.