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Letónia vai às urnas ensombrada pela recessão

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Letónia vai às urnas ensombrada pela recessão

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Com a maior recessão de que há memória, a Letónia vai este sábado a votos para as eleições legislativas.

As urnas esperam cerca de 1,5 milhões de eleitores inscritos, com os olhos postos na crise.

O sufrágio transformou-se num referendo ao desempenho do actual primeiro-ministro Valdis Dombrovskis e à manutenção do plano de assistência do Fundo Monetário Internacional.

As últimas sondagens davam um empate entre a coligação de centro-direita Bloco da Unidade, do primeiro-ministro, e o partido russófono Centro Harmonia, da oposição de esquerda, crítico ao plano do FMI.

À luz das previsões cada um deverá obter 30 dos cem lugares do parlamento.

Um cenário que poderá levar o actual chefe de Governo a incluir o partido russófono na futura coligação governamental, uma situação inédita, doze anos após a independência do país da União Soviética.

O primeiro-ministro poderá ainda ter negociar com os partidos mais pequenos que podem vir a ser os “fiéis da balança” no desfecho das legislativas.

A Letónia encontra-se sob assistência do FMI desde o ano passado depois da economia ter caído mais de 25 por cento e o desemprego ter superado os 20 por cento.

As ajudas do FMI obrigaram o Governo a aplicar medidas draconianas de austeridade, criticadas pela maioria dos letões.

Os resultados das legislativas são conhecidos este domingo. Concorrem a estas eleições 13 partidos.