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Bósnia vai a votos para eleições gerais

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Bósnia vai a votos para eleições gerais

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Depois de uma campanha centrada nas divisões étnicas, a Bósnia-Herzegovina vai hoje às urnas em eleições gerais que se adivinham decisivas para o futuro da nação fragmentada.
 
Cerca de três milhões de eleitores são chamados a renovar, por um mandato de quatro anos, as instituições centrais e regionais.
 
Com uma constituição complexa, os bósnios escolhem cinco presidentes, 13 primeiro-ministros e 700 deputados.
 
A população elege os membros da presidência muçulmana, croata e sérvia do país, que deve ser rotativa a cada oito meses.
 
Os eleitores escolhem ainda os deputados do parlamento central e das assembleias das duas entidades da Bósnia, a sérvia Republika Srpska (RS) e a Federação croato-muçulmana.
 
A Bósnia procura uma adesão à NATO e à União Europeia, mas continua bloqueada porque a parte sérvia rejeita os critérios de Bruxelas que pedem mudanças constitucionais para simplificar a burocracia e unificar parcialmente o país.
 
Um cenário que parece cada vez mais difícil já que as comunidades da Bósnia continuam a insistir na retórica nacionalista.